segunda-feira, 14 de maio de 2012

love.scar.fear.run mother fucker.run.


Corto a respiração e páro. Andei demais, andei sem sair do lugar.
Páro e nada fica estático. Levanto-me, luto. Caio. Levanto-me, sigo e tento lembrar como apenas se é. Quando se existe assim, só a ser, sem mais.
Corro e deixei-me para trás. Procuro nas horas, dias, meses e sei que não sei onde sou. Foi. Sentir o tempo a ser puxado e a vontade de poder abrandar sem medo de o mundo parar. Só a ser.
E quando sinto o tempo na pele, sei que as memórias são parte de cada cicatriz, que quero fechar, ler apenas como marcas de quem sentiu tanto. De quem cai. De quem dá o mundo sem medo de perder a terra onde arranha.
Saltei. Um pé, dois pés, cabeça. Póros que gritam por não quererem mais suar. E quando tudo grita, eu corri, explodi, gritei, chorei em cada lágrima a sensação de que deixei de saber ser.
Páro e tento respirar. Saber ser fora do tempo, porque apenas sou. Sem mais. E cada textura, cor, sal, cheiro, fluido, alma tem de existir cá dentro na corrente que me faz seguir. E depois? Ainda agora começou.

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